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Domingo, 06 de Dezembro de 2009

 


Confesso que não comecei as leituras verdadeiramente acesas, outras coisas tem sido colocadas no caminho, coisas que para mim se tem mostrado bem mais importantes, mas agora é de facto tempo de voltar a esta actividade!


O cinema remonta há cerca de dois séculos atrás, finais do século XIX, aconselho a quem quiser que visite a cinemateca portuguesa que tem um espólio bastante interessante sobre esta área e um pequeno museu onde guarda religiosamente as primeiras formas de fazer cinema...


Engraçado como os desenhos eram cinema, e engraçada era também a maneira como os mesmos eram projectados para a plateia seguindo sempre uma ordem lógica de ideias nunca perdendo de vista que o intuito era contar uma história...


Entretanto as técnicas foram avançando e a própria maneira de contar as histórias e compor as imagens foi sendo modificada, deu-se especial atenção às personagens pois os produtores de cinema da altura verificaram que o que enchia a plateia de uma sala de cinema era as personagens que nos filmes entravam. Assim, e a titulo de curiosidade com o cinema foi-se desenvolvendo também a propaganda e a publicidade.


Lauran Bacal disse: " A industria é merda, o filme é que é grande" Na verdade, esta afirmação não foge da realidade de maneira alguma, é o filme que alimenta a industria do cinema, pois se um filme não for um sucesso de bilheteiras como poderá a industria progredir?!


Em Portugal, enquanto que a industria de Hollywood crescia velozmente e fazia super grandes produções, quem não se lembra do épico E tudo o vento levou, por cá a industria de cinema português era muito singela, não tinha grande relevo, nem sequer impacto lá fora. Não podemos nunca dissociar o facto de que o nosso País encontrava-se sobre um regime repressivo e autoritário em que os textos e guiões passavam todos pela censura a fim de detectar qualquer tipo de atentado contra os ideias do regime de Salazar.


Entre alguns dos filmes rodados em Portugal Amália Rodrigues participou em alguns, mas pouco ou nada se conta sobre as participações de Amália no mundo do cinema. Dentro desta sua vertente artistica é de realçar o filme "Sangue de Toureiro" e "Fado Corrido", onde se pretendia valorizar o papel do fado na sociedade portuguesa da época, e até que ponto a imagem de Amália era o espelho da nossa cultura para o exterior.


Hoje, no entanto, fazer cinema exige muito mais dos produtores, equipas complexas e pluridisciplinares capazes de trabalhar com qualquer tipo de software para trazer até nós um produto final que nos cole à cadeira da sala de cinema, ou até mesmo ao sofá das nossas casas!